SOBRE MIM

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O ténis é, desde pequenino, uma das minhas maiores paixões. Um desporto lindo, super completo a todos os níveis e que exige dedicação máxima para chegar ao topo. 

Comecei a jogar com apenas 4 anos, em casa, no court de ténis da minha família, onde habitualmente via o meu pai, tio e amigos jogarem apenas por diversão. Lembro-me de que era capaz de os ver jogar durante horas, sempre na esperança de que me deixassem jogar também. Via, aprendia imenso e, ao mesmo tempo, divertia-me, ainda longe de imaginar que, um dia, o ténis seria a minha profissão.


Fui um miúdo como tantos outros: gostava de brincar, de correr, de estar no pinhal com os amigos e primos, andar de bicicleta e de mota e sempre me fascinei pelo desporto. Na altura, a par do ténis, o futebol era outra das paixões, mas só uma prevaleceu até hoje. Os meus pais ajudaram-me a escolher e, a meu ver, muito bem!
Tornei-me tenista profissional aos 18 anos, mais ou menos na mesma altura em que, tendo como referência o meu avô paterno, que era médico, ingressei na Faculdade de Medicina em Lisboa. Apesar de ter estatuto de atleta de alta competição, a verdade é que nunca sonhei com outra carreira a não ser a de tenista profissional e foi por ela que lutei e que luto, ainda hoje, dia após dia.


Atingi o 10º lugar ITF Juniors em 2003, o 105º ATP Doubles em 2010 e o 62º no ranking ATP Singles em 2011. No entanto, além de números, memorizo, sobretudo, momentos. Lembro-me do sentimento indescritível que me invadiu quando, após um jogo da Taça Davis, no Centralito do Jamor, me levantaram perante o público depois de ter ganho em 5 sets, perdendo por dois sets a zero e no jogo decisivo. Do calor humano e da boa energia durante a final do Estoril Open 2010. Da sensação boa na semana em que atingi os quartos de final no Masters de Monte Carlo 2011, estava entre os 8 melhores tenistas do mundo em terra batida. Momentos incríveis que ficarão, certamente, gravados na minha memória para sempre.


Ajudei, de algum modo, a elevar o nome e o estatuto do ténis em Portugal. Fiz com que a nova geração acreditasse ser possível ir além das marcas que tínhamos conquistado internacionalmente até então. Luto e trabalho diariamente para ser um exemplo de dedicação e profissionalismo desta modalidade, mantendo sempre o meu carácter, os meus valores, os meus princípios, mas sendo, ao mesmo tempo, persistente e justo na competição. Sempre em nome do ténis e do respeito e amor que merece.

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